Oi gente! Hoje trazemos para vocês uma entrevista com a autora Nana Valentine. Nana é autora da série Lendas de Amor, que, por enquanto, abrange o livro O Beijo da Lua (resenha gracinha aqui: https://milcamorgado.com/o-beijo-da-lua-serie-lendas-de-amor-1-nana-valenttine/), lançado no ano passado e do livro Os olhos de Hazel que será lançado dia 15/06 pela Amazon (isso mesmo, tá chegando!).
E se você ainda não leu O beijo da Lua, ou se só o tem pelo Kindle Unlimited, aproveita para baixá-lo e tê-lo em sua biblioteca eternamente pois ele estará disponível grátis na Amazon nos dias 11 e 12/06. Obrigada Nana!

Fale um pouco de como foi sua experiência escrevendo O beijo da Lua e Os olhos de Hazel. Foi muito diferente o processo de escrita entre ambos?
R- De certa forma sim. O Beijo da Lua foi um livro em que tudo veio muito rápido na minha cabeça. As idéias estavam lá e quanto mais eu as colocava no papel mais elas apareciam. Não foi a toa que eu escrevi tão rápido. Fiz a história em dois meses, entretanto, foi algo extremamente cru. Foi meu primeiro trabalho e eu tinha pouquíssima noção das coisas. Somente depois que terminei tudo e então li novamente, eu percebi que estava muito ruim (risos). Ali tinha apenas o meu suposto talento porque de resto, não tinha nada.
Já no livro dois eu tentei não me afobar tanto. Era um história que eu estava criando por pedido dos leitores então algumas coisas demoraram para vir. Eu sabia onde queria chegar mas não sabia como fazer isso. Esse livro eu levei cinco meses pra finalizar no wattpad e apesar de não estar tão horrível quanto o primeiro, ainda precisava melhorar muito.
Se esses livros tivessem uma trilha sonora, qual seria?
R – O Beijo da Lua seria Fligh, Lifehouse e, Os Olhos de Hazel seria All Mine, One ok Rock.
O que da Nana se assemelha com a Luna e Hazel?
R- Quando criei a Luna, a primeira coisa que eu fiz, foi torná-la igual a mim. Isso foi bem proposital.
a personagem tem cabelos ruivos, sardas e olhos que são mutantes, aquela mistura entre o verde e o azul. De início foi apenas isso mas no decorrer da história ela mostra vários lados meus. Não que eu possa dizer quais são pois é algo muito pessoal mas, ela é uma das minhas muitas personalidades. Já a Hazel é bem atrevida e tem a boca muito suja. Quem me conhece sabe (risos). Ela está bem presente no meu dia a dia.
O que podemos esperar da série Lendas de amor? Serão quantos livros?
R- No início eu pretendia fazer quatro livros, sendo estes, O Beijo da Lua, Os olhos de Hazel, O livro do Ethan e por último o da Lady F, no entanto, como podemos ver, mais personagens estão surgindo e os leitores querem saber sobre eles pois não são simples personagens secundários. Ao ler o livro, o leitor é atraído por esses personagens que fazem a história ser o que é. Não é somente o casal principal, e nem somente o secundário, são muitos personagens girando dentro das histórias e ai eu acabei criando uma coisa imensa que eu jamais imaginei ser capaz. Oliver e Lilly estão aí para provar e assim como eles surgiram, eu não faço ideia de quem mais pode aparecer.
E como foi/está sendo sua experiência publicando seus livros no Wattpad?
R- Foi muito importante quando comecei a escrever. Porque eu sou um ser humano ansioso. Eu preciso mostrar o que estou fazendo e preciso saber se está ficando decente. Foi por isso que comecei no wattpad, porque eu queria saber como ia ser. Eu queria saber se iria conseguir acabar algo pois sou conehcida por nunca finalizar nada. E aí eu concluí um livro, e depois concluí outro. Quando dei por mim, percebi que eu queri mais. Minha ideia nunca foi ser uma escritora apenas no wattpad. Nunca quis ser o destaque de la. Eu sempre almejei a vida fora da plataforma e devagar, muito devagar, estou colhendo os frutos da minha incansável busca pelo sonhado lugar ao sol.
Você tem outros projetos além da série?
R- Tenho. É contemporâneo e se chama Love, Mina. Era para eu estar escrevendo ele na verdade. Era minha meta pra 2017 mas eu não consegui. É uma história que mexe muito comigo e que me traz muitos sentimentos e recordações. Quando comecei a escrever as primeiras linhas eu travei. Eu não consegui começar porque não estou pronta para algo dessa magnitude. Eu sempre disse que esse livro seria o que faria eu finalmente ser reconhecida no mundo literário, no entanto, eu ainda não estou pronta para escrevê-lo. Eu ainda não estou pronta pra mexer com todas essas emoções. A história está toda lá, porém, eu não consigo sequer abrir o arquivo e pensar em seguir com ela. Ainda não é o momento. Ainda não estou pronta.
Mas quando eu finalmente estiver, é melhor vocês se prepararem, porque vai ser a melhor história que ja terei criado até então.
Como você gosta de escrever? Precisa de barulho, silêncio absoluto?
R-Eu preciso estar comendo. Não consigo escrever com fome. E sempre preciso ter um barulho por perto; pode ser até o barulho do ar condicionado mas silêncio me deixa louca de tão nervosa que eu fico. Me dá coisas!
Qual sua maior dificuldade em escrever romances de época e porque esse gênero literário?
R- Escrever romance de época é e sempre será difícil pra mim. As fontes de pesquisas no nosso idioma são precárias e o pouco que existe nem sempre é seguro. Sobre o porquê eu escolhi escrever esse gênero, na verdade, não foi bem uma escolha. Até pouco tempo atrás eu lia somente romances de época. Lia quase um livro por dia. Então minha cabeça estava sempre nesse mundo, logo, quando uma história surgiu, ela se ambientava justamente nesse mundo no qual eu sempre estava imersa: A Londres do seculo XIX. Não foi uma escolha pois quando eu sonhei com a Luna correndo na floresta, ela ja era uma mocinha de época. Ela sempre foi porque eu nunca pensei em nada além disso.
Qual livro marcou sua vida? Livro e autor favoritos?
R – Sr Daniels marcou e sempre vai marcar. E é contemporâneo.
Meu livro do coração sempre será Ligeiramente casados, da Mary Balogh. Essa autora é dona do meu coração mas atualmente ando abrindo espaço pra Lorraine Heath e algumas outras autoras.
Qual é a dificuldade de publicar livros no Brasil? Seja em ebook ou físico, por editora ou independente.
R – Ao meu ver é o preconceito que o próprio leitor tem com o autor nacional. Pois se não fosse isso, as editoras abririam bem mais as portas para os novos autores, sem que eles precisassem pagar valores exorbitantes para serem conhecidos em todo o país.
Nosso leitor é aquele que gosta de papel. E pra ter papel precisamos de editora mas pra ter editora precisamos de público e é ai que entra o que eu disse ali no início.
Ontem mesmo vi em um grupo uma mulher comentando que quando o marido dela foi publicar, o editor recomendou que usasse um pseudônimo em inglês porque nosso público valoriza mais o que é de fora. Claro que não são todos mas, ainda sim, é uma boa parte.
Eu mesma já li relatos de leitor dizendo que autora nacional não sabe escrever romance de época. É triste, mas é a verdade.
Acho que isso diz bastante coisa.




1 Comment
Camila castro
19/06/2017 at 12:02Essa autora parece ser tão fofa. Bem sincero da parte dela comentar sobre o mercado editorial!